Calendário de Vacinação Infantil: tudo o que você precisa saber

A vacinação das crianças e jovens é fundamental para a prevenção de diversas doenças não apenas durante a infância e adolescência, mas por toda a vida. Neste artigo, você vai saber os detalhes sobre o calendário de vacinação infantil.

Além de entender as indicações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), você vai ver informações sobre o surto de sarampo no Brasil e quais os cuidados preventivos em relação à doença.

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Surto de sarampo no Brasil

Na mesma semana em que foi confirmada a primeira morte provocada pelo surto de sarampo no Brasil, o Ministério da Saúde divulgou o boletim contabilizando 2.331 casos nos últimos três meses, alta de quase 40% na comparação com o último boletim.

São Paulo tem 90% do total e, em seguida, vem Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e Distrito Federal.

Ainda assim, vale considerar que o número é menor do que no ano passado e as ações de imunização estão sendo intensificadas.

Para conter o surto de sarampo no Brasil, o foco são adultos jovens (de 20 a 29 anos) e crianças de 6 meses até 11 meses e 29 dias, considerados mais vulneráveis.

Além da dose zero, crianças devem tomar a vacina contra o sarampo aos 12 e aos 15 meses.

De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas com até 29 anos devem já ter recebido duas doses contra a doença. Quem tem entre 30 e 49 anos, deve ter tomado pelo menos uma dose.

As vacinas do Calendário de Vacinação Infantil

A principal modificação feita no Calendário de Vacinação Infantil neste ano foi a redução da quantidade de doses da vacina Meningocócica B recombinante, que a partir de agora passa a ser de três doses.

Confira a seguir quais são as vacinas presentes na tabela recomendada pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) do nascimento até os 10 anos de idade para 2019/2020:

 

Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela

Aos 12 meses devem ser feitas as primeiras doses das vacinas tríplice viral (SCR) e varicela (V), em administrações separadas, ou a vacina tetraviral (SCRV).

Aos 15 meses deverá ser feita uma segunda dose, preferencialmente com a vacina SCRV, com intervalo mínimo de três meses da última dose.

Em situações de risco, como exposição domiciliar ou casos como o surto de sarampo no Brasil, é possível vacinar crianças imunocompetentes de 6 a 12 meses com a vacina SCR.

 

BCG ID

A vacina contra tuberculose é outra das mais importantes no Calendário de Vacinação Infantil e deve ser aplicada em dose única o mais precocemente possível.

 

Hepatite B

São 3 doses: a primeira nas primeiras 12 horas de vida, a segunda com um ou dois meses de idade e a terceira aos seis meses.

 

Hepatite A

A vacina deve ser administrada em duas doses, a partir dos 12 meses ou em dose única aos 15 meses de idade.

 

DTP/DTPa

A vacina tríplice bacteriana atua na prevenção de difteria, tétano e pertussis. São 5 doses: aos 2, 4 e 6 meses com um reforço aos 15 meses e outro entre quatro e seis anos de idade.

 

dT/dTpa

Adolescentes com esquema primário de DTP ou DTPa completo devem receber um reforço com dT ou dTpa, preferencialmente com a formulação tríplice acelular, aos 14 anos de idade. Alguns calendários preconizam o reforço aos 10 anos.

 

Hib

A vacina penta do PNI é uma vacina combinada contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo B (conjugada). Ela é recomendada em três doses: aos 2, 4 e 6 meses.

 

VIP/VOP

As três primeiras doses, aos 2, 4 e 6 meses, devem ser feitas obrigatoriamente com a vacina pólio inativada (VIP).

Desde 2016 a vacina VOP é bi-valente, contendo os tipos 1 e 3 do poliovírus, e pode ser utilizada na rotina nas doses de reforço ou nas Campanhas Nacionais de Vacinação.

 

Pneumocócica conjugada

Vacina indicada até os 5 anos de idade em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguidas de um reforço aos 12 meses. A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) recomenda o uso da vacina conjugada 13-valente no esquema de três doses no primeiro ano (2, 4, e 6 meses) e uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de vida.

 

Meningocócica conjugada

Recomenda-se o uso rotineiro das vacinas meningocócicas conjugadas para lactentes maiores de 2 meses de idade, crianças e adolescentes.

 

Meningocócica B recombinante

Vacina indicada para lactentes, crianças e adolescentes. A aplicação de duas doses – com intervalo de 2 meses – e mais uma de reforço pode variar, dependendo do momento em que foi iniciada a vacinação.

 

Rotavírus

Existem duas vacinas: a monovalente incluída no PNI, indicada em duas doses, seguindo os limites de faixa etária, e a segunda aos 4 meses, seguindo também determinados limites de faixa etária.

A vacina pentavalente, disponível somente na rede privada, é recomendada em três doses, aos 2, 4 e 6 meses.

 

Influenza

No calendário de vacinação infantil, a vacina contra a gripe indicada para todas as crianças e adolescentes a partir dos 6 meses de idade. Existem dois tipos disponíveis – tri e quadrivalente.

Ela deve ser aplicada todo ano, de preferência a quadrivalente e antes do período de maior circulação do vírus.

 

Febre amarela

Indicada uma dose para residentes ou viajantes para as áreas com recomendação da vacina (pelo menos 10 dias antes da data da viagem).

Deve ser evitada a aplicação da vacina febre amarela no mesmo dia que a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em crianças menores de dois anos. O ideal é manter o intervalo de um mês entre elas.

 

HPV

Existem duas vacinas disponíveis no Brasil: a vacina com as VLPs (partículas semelhantes aos vírus) dos tipos 16 e 18 (HPV2) – indicada apenas para mulheres – e a vacina com as VLPs dos tipos 6, 11, 16 e 18 (HPV4).

São recomendadas em duas doses com intervalo de 6 meses para crianças entre 9 e 14 anos e em três doses (0, 1 a 2 e 6 meses) para maiores de 15 anos.

 

Dengue

No calendário de vacinação infantil, a vacina da dengue tem o esquema de três doses (0, 6 e 12 meses) e é recomendada para crianças e adolescentes de 9 anos até pessoas de 45 anos de idade, que já tiveram infecção prévia pelo vírus da dengue (soropositivos). Ela não deve ser administrada simultaneamente com outras vacinas.

 

Vacinação de adultos

A vacinação de adultos, levando em conta o histórico, ajuda na redução de casos de doenças imuno-preveníveis na criança.

 

Fique atento (a) ao calendário de vacinação infantil e tome os devidos cuidados para ficar de fora das estatísticas do surto de sarampo no Brasil.

 

Lembrando que esse artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica, já que cada organismo é único e existem mais detalhes a serem considerados caso a caso. Se o conteúdo foi útil para você, compartilhe com seus amigos pelas redes sociais.

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